logo

Quatro passos para reduzir perdas de perecíveis

 19/08/2019
Resultado de imagem para produtos pereciveis

Ao contrário dos resistentes produtos industrializados, setores de perecíveis como frutas, legumes e verduras (FLV), açougue, padaria, peixaria e frios, demandam uma atenção especial aos supermercados. Para se ter uma ideia, as quebras identificadas em produtos perecíveis, causadas por vencimento do produto na gôndola, avaria e maturação, representam entre 60% e 70% das perdas totais do varejo alimentar.

Muitas dessas perdas estão atreladas a erros crassos da cadeia de abastecimento, tais como planejamento de abastecimento inadequado, pedidos errados, falhas nos processos de movimentação e manuseio incorreto na loja, dentre outras causas. Estas hipóteses podem ser detectadas com base apenas na análise dos dados, permitindo um diagnóstico rápido para direcionamento de ações focadas na redução das perdas.

Correlação entre venda e quebra das lojas – a relação entre as vendas e as quebras identificadas das lojas pode esclarecer se o problema está relacionado a um abastecimento falho. Comportamento de lojas com baixas vendas e que quebram muito, e altas vendas que quebram pouco, pode indicar que as perdas são causadas por excesso de produtos na loja. Existe uma fórmula no Excel simples para analisar isto, chamada Correl. Ela busca a correlação entre duas variáveis distintas. Mas atenção: ao avaliar a correlação, é fundamental considerar a variável venda em valor e quebra em índice. Afinal, a quebra em valor naturalmente é maior em lojas que vendem mais.

Benchmark interno de perdas – Varejistas que possuem uma rede grande de lojas podem avaliar o benchmark interno de perdas, ou seja, lojas na própria rede que performam com resultados bons considerando o mesmo método de apuração e as mesmas características internas. Isto permite avaliar se as perdas são causadas por problemas externos ou internos à loja.

Variação das perdas ao longo de um período – É um indicador que reforça ou enfraquece o benchmark interno de perdas. Lojas com baixas perdas e baixa variação do índice de perdas ao longo dos meses indicam que seus resultados estão controlados e não trarão surpresas. Logo, podem efetivamente serem usadas como referência.

Método ou origem do abastecimento – Avaliar a origem da relação das quebras identificadas das lojas ou forma de abastecimento delas pode identificar se as rupturas estão relacionadas a problemas logísticos ou de fornecedor. Em grandes redes varejistas, pode haver lojas distantes dos Centros de Distribuição (CDs), cujas entregas são diretas do fornecedor ou CDs que entregam para um grupo de lojas específicas. Se houver uma variação significativa das quebras entre os grupos de lojas abastecidos por diferentes métodos ou CDs, este pode ser um indicativo de que o problema está na logística de entrega dos produtos.

Com estas avaliações iniciais, a área de prevenção de perdas pode ter um direcionamento mais assertivo para diagnosticar as reais causas das perdas de forma mais rápida e precisa. Isto permite atacar os principais problemas primeiro, com um aumento da efetividade na redução das quebras.

Fonte: Super varejo por Rodrigo Castro